Há oito anos no mercado, empresário conta com equipe de 40 motoboys e nunca registrou acidente com a frota
O velho ditado popular alerta: "cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém". E quem sabe pilotar com cuidado e atenção pelos principais corredores de trânsito da capital garante que a moto é um veículo seguro, além de econômico e prático para se livrar de congestionamentos e da falta de vagas no Centro da cidade. Prova disso é Nilson Aguiar, de 38 anos, que comanda uma equipe de 40 motoboys sem nenhum registro de acidente desde que sua empresa de entregas foi criada, há oito anos.
O currículo livre de batidas e mortes no trânsito fez com que Nilson fosse apontado como profissional-modelo pela Associação dos Motoboys-Sobre duas rodas há uma vida. Motoqueiro há mais de uma década, ele garante que respeitar as regras de circulação é o principal caminho para a segurança. "Quem pilota uma moto tem que saber que, se bateu, acabou. Dificilmente há uma segunda chance. Por isso, a responsabilidade é do condutor ser sempre precavido e estar atento à direção defensiva", diz.
Para evitar imprudência e desrespeito às leis dentro da sua equipe, ele promove palestras educativas periodicamente com os motoboys. "Passo orientação para que eles não excedam o limite de velocidade de 60 km/h, parem em todos os cruzamentos, mantenham distância do veículo da frente, redobrem a atenção ao mudar de faixa de circulação, nunca avancem sinal, não trabalhem com sono e usem sempre capacete fechado e botas", acrescenta Aguiar.
A paixão pela adrenalina sobre duas rodas fez o analista de sistemas Paulo César Machado Jardim, de 43 anos, superar o trauma causado por um grave acidente na família. "Há 12 aos, perdi um irmão num acidente de moto. Ele estava correto no trânsito quando um ônibus veio e o atropelou. Ainda é muito difícil me conformar com essa história, mas aprendi a lição de que é preciso ter atenção redobrada. Sempre digo que o capacete é nosso pára-choque, por isso temos que ter muita responsabilidade para pilotar", conta. Proprietário de duas motos, o analista de sistemas usa uma delas para se deslocar de casa para o trabalho e outra para praticar esportes radicais durante os fins de semana. "Optei por deixar o carro na garagem e ir para o serviço de moto, porque gasto menos da metade do tempo não ficando preso em congestionamentos e ainda tenho mais facilidade para estacionar", diz.
Fonte: Estado de Minas, Glória Tupinambás, 27/08/2008.
Imagem: Internet
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