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  • Carro elétrico do “mundo real”

    Nissan quer começar um novo capítulo na história dos automóveis com o elétrico Leaf


    Antes de ler este texto, observe na imagem abaixo o interior desse carro que, por fora, não parece tão revolucionário. A ideia é exatamente essa: a Nissan quis que seu primeiro modelo de série elétrico fosse como um automóvel do "mundo real", não um produto de ficção científica ou exageradamente pequeno, como os veículos recém-exibidos pela Mitsubishi e pela Subaru. Dirigir e usar a tecnologia embarcada do Leaf (folha, em inglês) fazem parte de um futuro nada distante. Até o fim de 2010, japoneses e americanos poderão assumir o volante desse modelo para cinco pessoas que dispensa combustível fóssil e não emite poluentes.

    Para fazer o motor elétrico dianteiro de 80 kW (109 cv) trabalhar, o motorista aperta um botão, aciona o câmbio de marcha única e sente o torque de 28,6 mkgf desde o primeiro toque no acelerador. Ao olhar o mostrador, verá do lado direito a autonomia do carro e a energia acumulada nas 48 baterias de íon de lítio, que têm vida útil estimada em cinco anos (leia mais na pág. 39). Com carga completa (após oito horas ligado em uma tomada de 220 V), o Leaf pode rodar até 160 km, suficiente para atender às necessidades diárias de 70% dos motoristas, segundo estudos da montadora.

    Se o nível da carga chegar a um nível baixo, não vai ser preciso correr. Em 30 minutos na tomada, a carga atinge 80% do total. Além disso, o sistema de navegação indica ao motorista os pontos de recarga próximos. Em casa, o dono do Leaf poderá conectá-lo à tomada e programar o começo da recarga - nos horários de tarifa mais baixa, por exemplo. Pelo telefone celular, ele receberá um alerta de recarregamento completo ou poderá ligar o ar-condicionado, antes de entrar no carro.

    A meta da Nissan é oferecer o Leaf a preço "acessível" - especula-se algo entre 25000 e 30000 dólares, mais do que a Toyota cobra pelo híbrido Prius, mas abaixo dos 40000 dólares estimados para o Chevrolet Volt. O custo das baterias - o componente mais caro dos veículos elétricos ou híbridos - não será totalmente repassado, se a Nissan conseguir subsídios oficiais e financiamentos de juros baixos. Assim, pensando no bolso e no ambiente, o Leaf quer ser a primeira página de um novo capítulo na história do automóvel


    Fonte: Iuri Pita, Revista Quatro Rodas, 09/2009, no site Planeta Sustentável.





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