Controle e monitoramento dos serviço oferecidos à população de Belo Horizonte são essenciais
De fundamental importância para o desenvolvimento econômico e social da cidade, o sistema de transporte coletivo pode ser considerado um dos principais meios de circulação no espaço urbano, sendo responsável pelo deslocamento de grande parte da população do local de residência aos locais de trabalho e de lazer. Nos dias atuais, o custo da locomoção, bem como o tempo gasto para efetivá-la, representa uma preocupação a mais ao usuário do sistema público de transportes. Assim, a Gerência de Controle e Estudos Tarifários (GECET) é a área responsável por avaliar e monitorar a qualidade dos serviços prestados em nome da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRANS), além de regulamentar o que for necessário.
Para isto, é de fundamental importância gerir os contratos de concessão do transporte coletivo por ônibus, controlando os níveis de serviço (realização das viagens nos horários programados e lotação dos veículos) e emitindo autos de infração para as concessionárias relativos às atividades sob responsabilidade da gerência. Para monitorar o desempenho das concessionárias, a GECET calcula mensalmente o Índice de Desempenho Operacional (IDO), a partir do qual é possível inferir possíveis melhorias para o sistema. A GECET também é responsável por acompanhar a implantação e operação do Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE), gerando os créditos eletrônicos, controlando sua comercialização e utilização, e viabilizando as políticas tarifárias definidas pela Prefeitura de Belo Horizonte e BHTRANS. Em 2008, a Prefeitura de Belo Horizonte realizou concorrência pública para a Concessão do Transporte Coletivo Convencional de Passageiros e, desde 15/11/2008, os quatro consórcios vencedores assumiram a operação do sistema, trazendo, entre outros, os seguintes benefícios para os usuários:
* Melhoria do conforto para o usuário: os requisitos incluem estabelecimento do índice máximo de 5 passageiros em pé por metro quadrado em qualquer viagem; intervalo máximo entre viagens de 15 a 20 minutos nos horários de pico e 20 a 30 minutos nos horários fora do pico, inclusive aos domingos; redução da caminhada para alcançar um ponto de ônibus para no máximo 600 metros, podendo chegar até 300 metros em lugares de topografia desfavorável. Para atender aos novos níveis de conforto, foram acrescidas 13.432 viagens por mês no sistema de transporte coletivo por ônibus, a partir de novembro de 2008.
* Política Tarifária diferenciada aos domingos e feriados: os usuários do cartão BHBUS podem realizar todas as integrações previstas ao custo máximo de R$ 2,30 (custo da tarifa unitária predominante).
* Implantação do Serviço de Informação ao Usuário (SIU) e do Serviço de Acompanhamento da Operação (SAO): o SIU permitirá melhoria da informação disponível para o usuários em diversos canais de comunicação tais como internet, transmissão de informações aos usuários em alguns pontos de ônibus por meio de um display eletrônico, entre outros benefícios. O SAO trará sensível melhoria na gestão do serviço com a implantação de GPS nos veículos, sistemas de informática e fiscalização eletrônica.
* Melhoria na fiscalização da pontualidade das viagens: acompanhamento eletrônico das viagens realizadas.
* Idade média da frota: as viagens serão mais confortáveis, com uma frota mais nova e adequada aos serviços.
* Demandas da comunidade: as solicitações poderão ser atendidas mais facilmente devido à criação de novos canais para discussão com a comunidade.
O bom funcionamento dos demais serviços de transporte coletivo, tais como táxi, escolar e suplementar, também conta com informações fornecidas pela GECET, que elabora, mantém e atualiza planilhas de custos destes sistemas de transporte, propondo metodologias de apuração e monitoramento dos preços dos itens de consumo dessas planilhas tarifárias. É possível acompanhar a oferta de viagens através da análise dos discos de tacógrafos dos serviços de transporte coletivo por ônibus e suplementar, elaborando um Mapa de Controle de Veículos e gerando relatórios para as gerências responsáveis pela gestão dos referidos contratos.
Na tentativa de fornecer serviços de ponta, a Gerência de Controle e Estudos Tarifários também se preocupa em realizar estudos de novas tecnologias e equipamentos para os serviços de transporte. Para os próximos anos, será necessário adequar as rotinas ao novo contrato de concessão e implantar novos mecanismos de controle da qualidade dos serviços, automatizando os processos (fiscalização eletrônica de cumprimento de horários e lotação). A GECET também deverá ter mais facilidade para aferir o cumprimento dos horários e da lotação programados para as viagens do transporte coletivo por ônibus, além de estudar a implementação de novas políticas tarifárias e desenvolver e implantar as melhorias necessárias nos canais de comercialização do SBE.
PREFEITURA DE BELO HORIZONTE
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