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  • No ir e vir da cidade, agilidade e firmeza

    A importância de se planejar e controlar a operação do trânsito e do transporte de toda uma capital


    Para possibilitar o constante movimento de ir e vir dos cidadãos da capital mineira, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRANS) precisa atuar de maneira firme e ágil. Com este intuito, uma das grandes responsáveis pelo bom funcionamento do fluxo da cidade é a Gerência de Planejamento e Controle Operacional (GEPLO). Composta por quatro Supervisões – Planejamento Operacional, Central de Controle de Tráfego, Controle de Tráfego dos Corredores e Central de Operações – a GEPLO tem diversas atribuições.

    Como o próprio nome indica, uma das funções da Supervisão de Planejamento Operacional é o planejamento das operações de trânsito e transporte de Belo Horizonte. É com o apoio dessa Supervisão que as ações dos agentes da Unidade Integrada de Trânsito (UIT) – BHTRANS, Guarda Municipal e Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) – são consolidadas e ajustadas de acordo com as demandas. Essa Supervisão também participa do desenvolvimento de novas tecnologias de controle de tráfego e transporte, por meio de estudos de sistema de monitoramento e fiscalização eletrônica de ônibus. Outra atribuição é a fiscalização do transporte coletivo que, em julho de 2008, ganhou uma equipe específica, composta por 15 técnicos. Com atuação diária, inclusive nos finais de semana, os agentes verificam a condição dos ônibus, a lotação dos veículos, o comportamento dos operadores e o funcionamento da bilhetagem eletrônica (Cartão BHBUS). E, como prevenir é sempre melhor que remediar, essa Supervisão é responsável pela elaboração dos planos de contingência para os casos de paralisação dos sistemas de transporte e trânsito, padronizando procedimentos para ação das equipes operacionais.

    A Supervisão da Central de Controle de Tráfego, por sua vez, é responsável por administrar o Centro de Controle Operacional (CCO), colocando à disposição das demais áreas todos os recursos disponíveis de informação e apoio ao trabalho das equipes de campo. Para isto, essa Supervisão faz a programação dos semáforos localizados na área central da cidade, e monitora o desempenho de tráfego das redes semafóricas centralizadas, a fim de intervir quando necessário na programação semafórica – atualmente, 80% dos cruzamentos semaforizados de Belo Horizonte são comandados pela Central –, monitora o trânsito através do Circuito Fechado de Televisão (CFTV) – com 22 câmeras, que proporcionam maior facilidade na identificação do problema para acionamento das equipes de campo – e opera os 10 PMVs (painéis de mensagens variáveis) – informando aos usuários a situação do tráfego do momento. Também está a cargo dessa Supervisão tornar disponíveis as imagens do CFTV às emissoras de televisão – atualmente Globo e Alterosa transmitem essas informações. Monitorar o desempenho de tráfego das redes semafóricas centralizadas, a fim de intervir quando necessário na programação semafórica.

    A Supervisão de Controle de Tráfego dos Corredores é responsável por monitorar o desempenho do tráfego, em todos os cruzamentos semaforizados localizados fora da área central da cidade, realizando estudos e avaliações, a fim de intervir quando necessário na programação semafórica. Para melhorar a qualidade dos serviços prestados, essa Supervisão executa a avaliação antes e depois de projetos semafóricos implantados, por meio de observações em campo e por pesquisas de tráfego. Também planeja e define periodicamente planos semafóricos para atuação em operações especiais, em função da realização de eventos na cidade que alteram a circulação e o comportamento normal do trânsito.

    A Supervisão da Central de Operações é responsável pela difusão das informações aos agentes em campo e a outros órgãos de apoio. Por comunicação via rádio, com 4 canais diferentes (cada um com mais de 50 rádios), é possível repassar aos agentes dados sobre ocorrências nas ruas de Belo Horizonte, bem como obter destes informações in loco sobre os acontecimentos. A comunicação por telefone também é importante na atuação desta Supervisão, que informa ao SAMU, ao Corpo de Bombeiros, à Polícia Militar de Minas Gerais e a outros órgãos sobre a necessidade de atuação em situações de emergência. Além disto, informações atualizadas sobre a situação do trânsito na cidade são repassadas constantemente aos órgãos de imprensa (principalmente rádio e televisão).

    Além das atuações mencionadas para as Supervisões que a compõem, a Gerência de Planejamento e Controle Operacional fornece diversos pareceres a outras gerências da BHTRANS, por exemplo, sobre alterações de circulação das vias, através da análise das consequências que tais mudanças trarão para a capacidade viária do local.


    Fonte: Fernando Pessoa, GEPLO, BHTRANS.


Imagem: Cecília Pederzoli



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