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  • Inglaterra tem boas soluções para o trânsito

    Carona, inspeção veicular e pedágio urbano são exemplos da preocupação com a qualidade de vida


    Mais simples e barata, a carona ganha espaço na Inglaterra. A organização Lift Share cria para empresas sistemas em que os funcionários podem encontrar  colegas com quem pegar carona, seja para ir ao trabalho, viajar no fim de semana ou até compartilhar um táxi. Mais de 300 mil usuários já se cadastraram. A empresa não se responsabiliza pela segurança, mas dá dicas como não trocar endereço antes de conhecer a pessoa com quem dividirá a carona, além de avisar alguém da família. Usuários particulares também posem se registrar no site da organização.

    Em São Paulo, onde a maioria dos carros circula só com uma pessoa, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo fez, em maio, um dia de campanha para estimular a carona, o que vai se repetir neste ano. Algumas iniciativas surgiram a partir daí, como o juntoo.com.br, que promete ajudar paulistanos e cariocas a encontrar carona. O site cobra R$25 anuais para colocar usuários em contato. “Tudo o que ajuda a racionalizar o espaço público é bom”, diz o superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos, Marcos Bicalho. “Mas não deve ser tido como solução. O que as cidades precisam é de transporte público e ciclovias suficientes para as pessoas não dependerem de carro”.

    A inspeção veicular foi adotada em Londres, na Inglaterra, há quase uma década. Mas, não é a única medida colocada em prática por lá. Nos últimos anos, o governo vem criando mais e mais dificuldades para os motoristas. Os impostos sobre carros são calculados de acordo com o nível de emissão de poluentes – modelos a diesel, por exemplo, pagam mais. Além disto, a capital da Inglaterra, onde 60% dos 8 milhões de habitantes têm carro, foi a primeira grande cidade europeia a adotar a taxa de congestionamento (pedágio urbano),  em 2008, para quem circula pelo centro. Custa £8 por dia e reduziu em 33% as viagens de carro na região, segundo a estatal Transport for London. Foi criada, ainda, uma “zona de baixa emissão” reservada para caminhões, ônibus e vans que poluem menos – os que fogem dos padrões, estabelecidos pela União Europeia, pagam uma taxa para ter acesso à área, que é controlada por câmeras. Se um veículo sem permissão ou que não tenha pago a taxa for identificado, o motorista recebe a multa em casa.


    Fonte: O Estado de São Paulo, Adriana Carranca, 19/01/2009.




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