Táxis ecológicos invadem as grandes capitais e servem de exemplo para o resto do mundo
Nova Iorque e Londres são as cidades com os táxis mais famosos do mundo. A primeira, pelos yellow cabs (táxis amarelos, em tradução livre) que, simplesmente, dominam as ruas. Já a capital inglesa é conhecida pelo charme dos antigos black cabs (táxis pretos, em tradução livre). Mas a cidade americana pretende fazer uma grande mudança. No ano passado, o prefeito Michael Bloomberg anunciou que, até 2012, toda a frota de táxis de Nova York será híbrida. São aproximadamente 13 mil veículos!!
Os motores dos carros híbridos funcionam com uma combinação de gasolina e eletricidade. Emitem menos gases poluentes e consomem menos combustível. Um táxi normal, de Nova Iorque, como um Ford Crown Victoria, roda cerca de seis quilômetros com um litro de gasolina. Já um Ford Escape consegue fazer 15 quilômetros com o mesmo litro. Atualmente, 90% da frota novaiorquina é composta pelo Ford Crown. A partir deste mês, qualquer novo automóvel que entrar na frota da cidade terá que rodar no mínimo 10 km/litro. Em 2009, só serão aceitos táxis híbridos, e, atingindo pelo menos 13 km/litro. Entretanto, carros híbridos ainda são bem mais caros do que os convencionais. Mas o custo acaba compensando após um tempo. Recentemente, três grandes indústrias automobilísticas se comprometeram a entregar 300 carros híbridos por mês, exclusivamente para serem usados como táxis em Nova Iorque.
Em várias outras cidades do mundo, companhias de táxi estão investindo em carros menos poluentes, híbridos ou movidos a gás. Em Londres, por exemplo, a empresa Greentomatocars utiliza somente o Toyota Prius, considerado o carro mais “verde” do mercado. Ele emite menos da metade do dióxido de carbono (CO2) liberado por um veículo normal. Atualmente, a Greentomatocars trabalha com 90 carros em Londres e, há poucos meses, abriu uma filial em Sidney, na Austrália. Fundada em 2006, por advogados que decidiram trabalhar com algo mais criativo, mas, também, contribuir com a sociedade, os sócios investem em projetos ambientais.
Para isso, utilizam a tabela que calcula quanto CO2 seus táxis liberam na atmosfera a cada quilômetro percorrido e o valor que devem pagar para “compensar” essa emissão. Nos últimos dois anos, a empresa já pagou o equivalente a mil toneladas de CO2. O dinheiro está sendo destinado a vários projetos da organização Climate Care, entre eles, o reflorestamento do Parque Nacional de Kibale, em Uganda, na África. A floresta, que foi destruída na década de 70, é um importante habitat de 13 espécies de primatas. “Apenas ser verde não é suficiente, temos que oferecer também um excelente serviço”, garante Jonny Goldstone, diretor e sócio da Greentomatocars. Ele comenta que muitas empresas “ecologicamente corretas”, cobram mais por isso. “Para sermos competitivos, não podemos ter um preço mais alto que os outros táxis do mercado”. A Greentomatocars está estudando a possibilidade de incluir carros elétricos em sua frota. Eles circulariam somente no centro de Londres. Agora é torcer para que o estudo vire realidade.
Fonte: Planeta Sustentável, Suzana Camargo, 22/10/2008.
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