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  • Projeto Vida no Trânsito

    Os acidentes de trânsito tornaram-se um problema de saúde pública mundial em função da magnitude e da gravidade das lesões que ocasionam.  Além de gerar custos econômicos e sociais crescentes, demandam atuação multiprofissional, intra e intersetorial bem articulada para o seu enfrentamento.


    Em Belo Horizonte, esses acidentes representam, após as agressões, a segunda causa de morte entre as causas externas. Em 2009, foram 469 óbitos de residentes do município decorrentes de acidentes de trânsito e em 2008 464 óbitos, representando, respectivamente, uma taxa de 19,0 e 19,1 por 100.000 habitantes. O óbito ocorre especialmente em adultos jovens e homens, que também são as principais vítimas em todas as faixas etárias. O atropelamento é mais significativo em idosos.


    Atropelamento tem sido a principal causa do óbito (6,7 por 100.000 hab em 2008), porém observa-se uma elevação preocupante, desde 2005, de óbitos de ocupantes de motocicleta (3,9 por 100.000 habitantes em 2008).


    Diante deste cenário e por apresentar um potencial para o desenvolvimento do projeto Vida no Trânsito, Belo Horizonte foi uma das cinco cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde (MS), além de Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS) e Curitiba (PR).

     

    O projeto Vida no Trânsito prevê o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e cultura de paz no trânsito e ações de prevenção das lesões e mortes causadas por acidentes, gerando oportunidades de colaboração e coordenação conjuntas da saúde com outros setores, governamentais e não-governamentais, buscando ações intersetoriais.


    Trata-se de uma ação interministerial desenvolvida em parceira com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Bloomberg Philanthropies, fundação internacional de promoção de atividades na área social em parceria com o governo brasileiro  e representantes da Presidência da República (Casa Civil, Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas/Senad do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e Secretaria Especial de Direitos Humanos/SEDH da Presidência da República, Ministérios da Saúde, Justiça/Polícia Rodoviária Federal/DPRF, Transportes, Cidades/Departamento Nacional de Trânsito e Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana e Transporte), bem como os conselhos nacionais de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e Municipais de Saúde (CONASEMS).


    O projeto terá duas etapas, sendo que a primeira iniciou em 2010 e se estende até 2012. A segunda etapa será realizada entre 2013 e 2015.


    Em Belo Horizonte foram eleitos cinco fatores/grupos de risco prioritários que devem nortear as medidas de prevenção, com base nas análises dos cruzamentos das diversas fontes de dados da área do trânsito e da saúde:


    1. Atropelamento,
    2. Acidente de motocicleta,
    3. Bebida alcoólica e direção,
    4. Condutor jovem envolvido em acidente de trânsito e
    5. Excesso de velocidade. 


    Para atingir os objetivos, conta com a atuação de uma comissão interinstitucional, com participação da Secretaria Municipal de Saúde, BHTRANS, Secretaria Municipal de Educação, DETRAN, Guarda Municipal, BPTRAN/PMMG, Conselho Municipal de Saúde, dentre outros. Desde outubro de 2010 foram realizadas três oficinas de trabalho, análises dos dados, construção e aprovação do Plano de Ação, além do início da implantação/implementação das ações propostas.

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